segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Feridas interiores
estou tão cansada de aqui estar, de não sair fora destas quatro paredes, de fingir que tudo está bem quando não está, de fazer transparecer sorrisos falsos e ao mesmo tempo chorar lágrimas verdadeiras. ando reprimida por todos estes medos que me assombram a cada momento, infantis ou não, sei que são reais e não sei como os evitar. e no dia que me deixaste, eu não te agarrei mais, mas de uma coisa tenho eu a certeza: o meu amor por ti não foi levado tão facilmente pelo vento da mesma maneira que tu foste. mas posso-te dizer que ainda te consigo sentir aqui, ainda sinto a tua presença emocional. quando te foste embora e me deixaste, eu aí percebi o quanto preciso de ti, a falta que tu me fazes sentir, o quanto eu te amo. mas estas feridas não parecem cicatrizar assim tão depressa como eu desejava e essa dor, é tão real como o ar que respiro a cada segundo que tento viver. e sinto que existem tantas coisas que o tempo não consegue apagar pois vão permanecer sempre no nosso coração, fraco e mole, por um tempo indeterminado. e às vezes lembro-me que sempre que choravas eu estava lá para te enxugar as tuas lágrimas, sempre que gritavas eu estava lá para lutar contigo contra todos os teus medos (...). costumavas-me cativar e eu tentava fazer sempre mais e mais por ti, agora sou apenas limitada à vida que tu deixaste para trás também. agora assombras cada sonho meu, não sei como o fazes nem o porquê de o fazeres só sei que a tua voz expulsou o pouco equilíbrio mental que ainda havia em mim. desculpa se algum dia te fiz sofrer, se algum dia não te dei o devido valor, se algum dia eu não te disse o quanto te amava (...).
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