terça-feira, 6 de setembro de 2011
Irealidade
respira. um dia hei de te levar para longe, atravessaremos o céu de veludo juntos e mexeremos nas estrelas que cintilam toda a noite sem parar, tal como o nosso amor. e depois, as veremos cair sobre a praia e a desaparecerem de vista e som. e aí, a brisa do Verão levará todos os problemas e discussões através das colinas. e onde eu vivo, em cima dos Alpes, sob as auroras boreais, passo as noites mais frias. sozinha, acordada a pensar no tempo em que estávamos apaixonados, no que dizíamos um ao outro, no amor que havia entre nós. viver no topo dessas montanhas é mesmo chato, pois estou a mil milhas de distância de ti. as nossas fotos continuam expostas na superfície das paredes do meu quarto, distraem-me. então, eu fico dentro do quarto, e nunca mais e lá quero sair, pois finjo que estás comigo, ali. quando não ouço a tua voz, é como se me perdesse num buraco escuro e frio, de onde eu não pudesse de lá mais sair, até a tua voz voltar de novo à minha cabeça e de ecoar vezes e vezes sem conta no meu pensamento.
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