domingo, 23 de outubro de 2011

Lembranças


hoje passei por tua casa. lembrei-me de tudo: do teu cheiro, da tua voz, do teu olhar, do teu sorriso, nos teus gestos, no calor dos teus abraços, na doçura dos teus beijos, das coisas que me dizias, das nossas brincadeiras, das nossas parvoíces, da nossa vida (...) enfim, lembrei-me de nós. passei por lá, e de repente, mesmo automaticamente, as lágrimas surgiram. sem pensar se quer, elas invadiram os meus olhos como o mar invade a terra. experimentei uma delas, era doce mas ao mesmo tempo, amarga. tal e qual como o nosso amor, que nos deixou assim, sem sabermos ao certo aquilo que dizemos um ao outro, às vezes sem consciência das palavras que utilizamos, sem ter qualquer noção daquilo que, naquele mesmo instante, nos pode magoar a nós próprios, ou ao outro.
em contra partida, sabemos aquilo que fomos, sabemos aquilo que juntos partilhámos, principalmente aquilo que nos fazia mais feliz, nós nos faziamos felizes um ao outro, pois nos amavamos. quando limpei as lágrimas e segui em frente o meu próprio caminho, o meu destino dizia-me para voltar, para ficar, para não chorar mas sorrir. fui contra ele, não quis de facto sofrer ainda mais, pois parece que é esse mesmo o objetivo do meu próprio destino, o sofrimento.
tenho saudades, mas também não te quero voltar a enfrentar tão cedo, pois sei que me vou descair e voltar ao inicio, e eu não quero devido aos progressos que já fiz, mesmo uma parte de mim estando contra isso, eu esforcei-me para te esquecer, a cada dia estou mais perto disso mas também mais longe, pois não me sais da cabeça.

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