segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Saber amar
eu já não percebia nada de nada. apetecia-me chorar, motivada pela nostalgia e pelo sentimentalismo puro. a confusão e a ansiedade potenciavam a minha vontade de chorar.
porém, começaste a chorar primeiro do que eu. ao ver-te assim, com a tristeza reflectida na parte mais verdadeira do teu corpo, ao ver os teus olhos a criarem riachos pelo rosto abaixo, eu decidi pedir-te perdão. desculpas por ter tido uma atitude daquelas, não era eu quem tinha dito aquilo, era uma alma descontrolada que se apoderou da minha imagem para te fazer sofrer. aliás, era uma alma que nem eu própria conhecia, alguém desconhecido que me quis culpar de tudo. achei por bem esclarecer-te disso e então, só uma coisa disseste. tinhas saudades minhas, não me vias à imenso tempo e aquele sentimento que tinhas ao inicio, aumentou mesmo depois de todas as barbaridades que te fiz. aumentou, pois é esse o poder do amor, não só perdoar o mais impensável das situações como ainda fazer com que amemos mais, pois reparamos nas virtudes e nos defeitos do outro, o defeito foi pura e simplesmente o erro, mas uma dessas qualidades foi saber admitir os erros e confrontá-los com o outro. e assim, torna o amor mais perfeito e mais bonito, pois sabemos amar.
e quando se sabe a amar, sabe-se viver.
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