domingo, 20 de novembro de 2011
Uma alma fechada - 1ª. história
Maite, uma rapariga americana de 23 anos que vivia com o seu irmão mais novo, Jason de apenas 6 anos, numa casa descomunal fora da cidade, começou a detestar as noites. mal aparecia a lua, uma voz terrivelmente longínqua penetrava no seu cérebro, como algo que não queremos ouvir mas que mesmo automaticamente encobre a nossa mente com pesadelos que nem nós próprios conseguimos deixar de imaginar. gritava de dor, chorava, gritava por ajuda. não começara à muito tempo, talvez à cerca de meio ano, quando tinha mudado de casa. a voz começava a radiar sons obscuros ao pôr-do-sol e acabava quando ele nascia novamente e iluminava o seu quarto para mais um dia de trabalho no café do centro da cidade. ela relacionava-a ao stress que o seu novo trabalho implicava.
contudo, nos seus passeios nocturnos em busca de tranquilidade, notava que a voz se tornava mais intensa ao passar por um dos quartos, mais concretamente pelo quarto de Jason. isso desconcertava-a e deixava-a pensativa e com razão, pois era o único membro da família que estava com ela, era o único valor vivo que ela tinha e que mais estimava. um dia, entre a papelada do aluguer descobriu que naquela casa morrera uma menina que tinha pegado fogo a uma carpete, completamente inocente. ela pediu ajuda à sua irmã mais velha, aos gritos, mas esta tinha saído e tinha-a deixado fechada no seu quarto de castigo.
provavelmente, a sua alma nunca abandonou aquela casa. e continuava a pedir ajuda.
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