domingo, 7 de outubro de 2012

Trá-lo de volta

hoje o meu coração deu-me um toque. uma espécie de murro vindo das profundezas do meu corpo. doeu e não parou de doer, foi uma dor intensa e não parecia ir embora. foi estranho, ao incio era só mais uma dor fisica, depois metal, emocional, que acabou por mexer com o meu interior mais submerso. mas porquê? só não percebo, porquê agora? logo agora que estava a seguir em frente com a minha vida, a tentar esquecer que o coração existia e que já não estava comigo desde à muito tempo, logo agora que pensava que já não sentia a dor... tu voltaste. mas que raio, asério só tu para voltares agora para me atormentares, não sabes ficar quieto? não sabes parar de me chatear com lembranças, com pontos negros, com tempestades de memórias, não sabes parar com isso? e já agora, porque não me trazes o coração de volta? pode ser estúpido mas preciso dele, era já uma companhia à noite, era já algo tão burro como eu que me abraçava. talvez sentiria-me menos mal por ser ele, mas quero-o de volta porque é meu.
as lágrimas não secam, o sorriso não aparece, o respirar não muda, as mãos não param de tremer, os pés parecem não querer andar, o meu coração deve estar a desesperar e tu parece que não vais mais voltar. mas porque tiveste de ir sem mim? enquanto não me trouxeres aquilo que é meu, eu não deixarei de te procurar. de te lembrar. de te amar.
sinto-me presa a ti, presa a um sentimento longinquo, a um sorriso que se tornou numa lágrima, a um abraço esquecido, a algo longe, mas mesmo muito longe. mais longe do que a distância que me separa do meu coração. algo mínimo, uns batimentos, uns choros, nada mais, muito perto até. só tu é que estás longe e tudo o que contigo está preso, tudo o que levaste de mim.
vai lá, afoga-o mais uma vez, dá-lhe mais pontapés, corta-o com toda a emoção, grita-lhe com toda a tua força, lava-o com lágrimas de ódio, atira-o da tua janela mas por favor, não lhe beijes. ele é bom em guardar esperanças.

e por favor, trá-lo de volta.

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