sonhamos sempre com a noção de que estamos lá, mas não estamos.
sonhamos sempre a pensar que estamos a viver, mas não estamos.
sonhar é o nosso subconsciente a refletir tudo o que tememos, tudo aquilo que queremos e não queremos, como um filme que o nosso cérebro quer que o vejamos a toda à força. e porquê? não temos noção de nós mesmos? ou precisamos de algo mais certo que nós para nos transmitir tudo aquilo de que temos insegurança de?
imaginemos uma linha interminável. uma linha que difere de situações para situações, e que a certa altura se perde, se parte, e desaparece. mais tarde volta a aparecer e continua o seu caminho. essas quebras entendamos como algo que não sabemos, como o vazio, como algo que não volta, mas que nos informa de algo. informa-nos que não há vida, que a linha termina e recomeça um pouco depois. será que quando sonhamos, entramos num vazio e tudo o que lá acontece nos informa de tudo aquilo que não vemos?
porque aquilo que vemos no subconsciente ainda não existe. ou existe? sombras talvez, coisas imperceptiveis, medos evaporados mas existentes, desejos quase que enterrados mas porém existentes... não é estranho?
estranho viver num mundo em que só quando fechamos os olhos é que os abrimos realmente.
no fundo, morremos à vida para perceber o que viver nela.

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